Por Castro

09/10/2009 at 00:20

programa1_1A análise que fiz aos últimos mandatos autárquicos em termos de gestão municipal, levaram-me a encarar positivamente os incentivos que muitos Castrenses há muito me davam, no sentido de me apresentar a votos, nas próximas eleições de 11 de Outubro, com um programa alternativo àquele já muitas vezes sufragado.

Se é certo que Castro conheceu nos pós-25 de Abril alguma desenvoltura em termos de modernização, graças à inteligência e tenacidade do seu Presidente, logo depois, o projecto mineiro da Somincor, trouxe-nos, só por si, um desenvolvimento ímpar em termos regionais.

A vila crescia todos os dias em termos urbanísticos, ganhámos centenas de novos moradores com um baixo nível etário e vivências culturais e sociais enriquecedoras.

O poder de compra médio da população subiu em flecha, graças à injecção mensal no concelho de uma massa salarial muito significativa.

O vento soprava de favor, em termos do fortalecimento do nosso tecido social, no que dizia respeito à empregabilidade, no que tinha a ver com o ambiente de confiança dos agentes económicos e depois, com repercussões muito positivas para a própria Autarquia, com o encaixe financeiro de verbas consideráveis por via da derrama paga pela empresa mineira.

Porém, por razões de ordem ideológica ou por se negligenciar de futuro, não se aproveitou o momentâneo aquecimento da economia local, para desenvolver atempadamente, um processo de captação de investimentos alternativos à Somincor, construindo e dinamizando um parque industrial, onde se fixassem várias empresas e se criassem mais postos de trabalho.

Ao tempo e com condições muito mais adversas, já outras autarquias investiam no desenvolvimento dos seus concelhos, dotando-os de infra-estruturas capazes de seduzir e fixar investidores.

Mas, nós por cá, íamos vivendo um presente desafogado.

Geria-se o tempo e os meios como se o cenário fosse eterno, como se as jazidas de minério fossem inesgotáveis e a conjuntura internacional, pudesse manter os preços do cobre e do estanho sempre em alta.

Entretanto, passaram-se décadas e a desenvoltura que Castro tinha conhecido um dia, era agora uma rotina. Não se inovava, fazia-se a gestão corrente dos meios, os projectos transitavam de ano para ano, de mandato para mandato, com um mesmo Presidente, com igual inteligência mas sem a tenacidade de outrora.

E foi. E nós ficámos aqui, entre o espectro do encerramento da mina e a miragem de um mega projecto turístico. Mas sem um parque industrial. Com um tecido empresarial acanhado. Ficámos com uma rede de abastecimento de águas, primitiva, incapaz, com rupturas diárias. Das torneiras sai um líquido que ninguém é capaz de beber. Temos um sistema de saneamento inadequado, infra dimensionado, obsoleto que há anos nos apodrece as ribeiras. Os equipamentos camarários, oficinas e armazéns, são os mesmos de sempre. As redes viárias municipais podiam ser invejáveis. Perdemos oportunidades de financiamento específicas no âmbito dos quadros comunitários.

Existem vários quiosques, cafés e restaurantes propriedade da Câmara, mas a mesma, tem hoje menos casas para habitação social do que em 1954.

Estamos no topo das festas e dos concertos a nível distrital, mas os Centros Culturais existentes no concelho estão encerrados por falta de dinamização.

O movimento associativo desfaleceu, porque a máquina do poder com tudo o que gravita à sua volta, não lhe deixa espaço para que respire, é asfixiante.

Apostou-se mais na aparência do que na essência e isso resulta sempre a curto prazo.

E neste contexto, comparecemos para fazer diferente.

Pretendemos mudar a forma de governar, fazendo das pessoas, das associações e dos agentes económicos protagonistas do poder.

Queremos introduzir novos conceitos e novas práticas de gestão autárquica, mas sempre no sentido de vincar a nossa identidade. Pretendemos um reforço da ruralidade naquilo que ela tem de pureza e autenticidade, projectando os nossos valores, tirando partido das nossas potencialidades, pensando no futuro.

José Francisco Colaço Guerreiro

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