Archive for 07/10/2009

Quando o Poder não Ouve

Entradas_tapumeNa vila de Entradas, ao princípio do jardim da avenida, muitos homens costumam juntar-se na entretenga de uma cartada. Seja à bisca ou noutra modalidade, as cartas saem do leque, seguro na mão e sempre resguardado dos olhares dos parceiros.

Em tempos, com o fito de dar guarida aos homens sem pressa, foi ali construída uma casinha que num recanto entre bancos,  cumpre bem a sua função de apoio.

Mas, melhor seria, se quem a concebeu no papel, no lugar de uma das duas aberturas, tivesse rascunhado uma parede, uma vidraça ou uma janela, por mor do vento que por ali encana.

Quem fica na setia, sujeita-se aos constipados e por isso, todos clamam pela parede que falta.

Mas, o Poder não ouve, ou não se importa com coisas pequenas e por isso, os utentes do espaço, com o que tinham à mão, tentaram minorar a corrente de ar.

Deslocaram uma mesa com os bancos agarrados e com ela improvisaram um tapume, um remedeio para uma solução tão simples.

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07/10/2009 at 18:14

Em Consciência e Por Dever Cívico

Joao-CordovilAcompanho com interesse, desde o seu lançamento em Dezembro de 2008, a candidatura autárquica “Por Castro” liderada pelo Dr. José Francisco Colaço Guerreiro.

A leitura dos textos de campanha, nomeadamente das linhas programáticas da candidatura e algumas entrevistas ou artigos da responsabilidade do Dr. José Francisco, consolidaram uma opinião muito positiva quanto ao seu estilo de liderança e ao propósito que o anima ao candidatar-se à presidência da Câmara Municipal.

Destaco três aspectos que me parecem relevantes:

– Torna-se claro que a candidatura é assumida de forma autónoma e independente, embora conte com o apoio formal do PS;

– É assumido um modelo de mudança, de reorganização, da Câmara Municipal enquanto serviço público, visando romper com “rotinas instaladas” e melhorar a qualidade do desempenho;

– Constata-se uma grande abertura e valorização face às iniciativas da sociedade civil e das suas organizações.

Residi em Castro Verde nos anos de 1979-1982, com a Isabel Gaivão, minha mulher, e os nossos filhos Maria e Manuel, na altura ainda crianças. Desde 1983, resido em Safara, no concelho de Moura. Mantive no entanto um contacto regular com a vida de Castro Verde, por razões profissionais e através de uma rede significativa de pessoas amigas que visito e contacto com frequência.

Embora residente (e eleitor) no concelho de Moura, achei que seria importante dar testemunho expresso do meu apoio à candidatura “Por Castro”. Faço-o em função de vínculos fortes que continuo a ter ao vosso concelho. Faço-o em consciência e por dever cívico, embora tendo a noção de alguns riscos, sempre podendo considerar-se que “estou a meter a foice em seara alheia” e com alguma preocupação pelo facto de ter pessoas amigas e que muito considero também envolvidas noutras listas concorrentes a esta eleição.

No próximo dia 11, os eleitores de Castro Verde decidirão o que querem para a “sua terra”, que eu continuarei a visitar com a certeza de ser bem acolhido…

João Cordovil

07/10/2009 at 12:44


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