Habitação Social – Uma Aposta!

14/09/2009 at 00:01

HabitacaoSSocial

Num concelho onde por via  da procura anómala de habitação, motivada pelo projecto mineiro da Somincor, o preço do terreno inflacionou, o custo da construção subiu e a oferta do mercado para arrendamento é escassa e cara, é suposto existirem e existem, situações socialmente gravosas neste domínio.

Malgrado o enorme contributo dado à habitação social pela Coophecave que neste concelho construiu e colocou ao dispor dos munícipes, a custo controlado, duzentos e cinquenta e um fogos, a carência é notória.

Aliás, se dúvidas houvesse, bastaria confrontarmos o elevado número de inscrições no concurso para atribuição de três fogos construídos pelo Município e cujo resultado e subsequente ocupação ainda está, muito estranhamente, por decidir, passados que foram vários meses após o seu encerramento.

HabitacaoSSocial2Integrada numa lógica de acção social activa, a nossa política para o sector, vai ao encontro de um nicho de mercado carenciado de meios e desenvolver-se-á de modo a dar resposta a dois níveis:

Jovens entre os dezoito e os trinta anos  e

Pessoas com parcos rendimentos. 

Para além da concretização do já anunciado projecto de habitação social que o actual Executivo projectou e viabilizou através do recurso ao crédito, iremos, sempre que seja oportuno, adquirindo casas degradadas nas vilas e aldeias do nosso concelho, com vista à sua reconstrução ou restauro, para depois as devolvermos sob arrendamento, aos que mais delas precisarem.

Para além da importante componente social que é facultar habitação a preços acessíveis a quem mais não pode pagar, estamos a dar um contributo para a fixação das pessoas e ainda, a revitalizar a nossa malha urbana antiga sob risco de ruína.

Aliás, a propósito, é incompreensível que o nosso Município tenha hoje menos fogos destinados a habitação social do que em 1954, altura em que foi construído o bairro operário com cinquenta casas.

HabitacaoSSocial3Destas cinquenta, a Câmara vendeu e desapossou-se de metade e só não foram todas, por falta de procura.

As restantes de que dispõe, muitas, apresentam um estado de degradação angustiante para os seus moradores que já se cansaram que pedir à Câmara, sua senhoria, condições de habitabilidade digna, designadamente, reparações nos telhados e outras obras de manutenção.

Das menos de vinte, construídas ou adquiridas pelo Município desde 1974 até hoje, três aguardam, há meses, como atrás dissemos, o desenrolar de um concurso lento, como se não existissem, entre os muitos concorrentes, situações de extrema necessidade e urgência por satisfazer.

Também neste domínio, o nosso pensamento vai dirigir-se mais para a resposta efectiva aos problemas das pessoas, do que para a construção de estratégias de gestão que favoreçam a aparência, garantindo a continuidade do aparelho politico dirigente.

Por outro lado, vamos desinvestir no arrendamento comercial, passando, ao invés, a dispôr de mais fogos  para habitação social, competência para a qual, julgamos que o Município deve estar mais vocacionado.

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