Archive for Setembro, 2009

Conselho Consultivo Municipal

poder_estudantes_03A Candidatura “ Por Castro”, define-se como momento de ruptura, relativamente ao poder anteriormente dominante neste concelho, essencialmente em duas vertentes:

– O Desenvolvimento Económico e Social; e

O Poder Local Democrático.

Relativamente à primeira questão, reafirmamos como profundamente deprimente para a economia local, a absoluta inexistência de uma infra-estrutura (Parque Industrial) capaz de ter promovido localmente o desenvolvimento das pequenas industrias e oficinas existentes, bem assim como, a captação de novos investimentos, com obvias consequências em termos de empregabilidade. Em consequência, ficávamos ainda a ganhar em termos de ordenamento, já que muitas das oficinas e armazéns que hoje existem acanhados dentro do espaço habitacional, com claros constrangimentos para empresários e moradores, estariam devidamente localizadas com possibilidades de expansão futura.

poderestudantesPor outro lado, descurou-se a activação e o imprescindível funcionamento do Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento, que a Câmara, à semelhança de todas as outras, devia ter colocado ao serviço da difusão de uma politica amiga do investimento local.

Pelo voltar de costas sistemático, durante mais de trinta anos, ao empreendedorismo, vamos pagar uma factura cara, cobrada com os juros da falta de oportunidades para os nossos jovens.

Em termos sociais, só muito recentemente a Autarquia sentiu alguma motivação nesta área, aproximando-se e dando ou prometendo, algum apoio às IPSS que no terreno, há décadas, trabalhavam sozinhas.

Mesmo assim, consideramos que não se fez o suficiente. O Gabinete de Acção Social esta sub dimensionado para o papel que lhe está reservado. È necessária uma maior intervenção no terreno. È preciso que se aprofundem as acções e não se fique pela rama, reduzindo-se aos apoios institucionais e a uma intervenção casuística, essencialmente, no campo do lazer.

poderestudantes2Temos objectivos mais profundos e abrangentes que vão desde a oferta de habitação social a jovens e a carenciados, passando por um serviço de apoio deslocalizado (Unidade Móvel de Apoio Integrado), pelo voluntariado estruturado, pela Academia Sénior e por uma gama diversa de iniciativas que vão ao encontro daqueles que por condição ou fragilidade momentânea, carecem de uma atenção especial.

No que concerne ao Poder Local Democrático, definimo-lo como uma gestão partilhada do poder com as forças vivas locais.

Consideramos que as Associações, as Escolas, os nossos Empresários e as populações em geral, devem ter um papel activo na vida politica, reflectindo, sugerindo, opinando.

Para tal, como já anunciámos, vamos realizar mensalmente uma reunião do Executivo Camarário fora da sede do concelho, aberta à intervenção do público.

Par cativar e motivar os mais jovens, vamos promover o associativismo juvenil e instalar o Conselho Municipal da Juventude.

E para  dar corpo à nossa lógica de poder de proximidade, vamos criar o Conselho Consultivo Municipal .

Com ele vamos assegurar a participação directa dos agentes económicos, sociais e culturais do concelho, em ordem à formulação de propostas e sugestões susceptíveis de enriquecerem o processo de decisão municipal.

Vamos, assim, provocar uma cooperação da sociedade dita civil com os eleitos para o Executivo, promovendo-se a desejável gestão partilhada dos bens e valores de interesse público.

Reunindo, ordinariamente, com uma periodicidade trimestral, o Conselho, constituído por cidadãos e associações do concelho, fará recomendações à Câmara e emitirá pareceres a solicitação desta, sobre questões e assuntos julgados pertinentes.

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30/09/2009 at 00:46

Dar Destino ao Mercado

mercadoO Mercado Municipal há anos que é uma estrutura degradada e praticamente sem proveito que polui mais visualmente do que beneficia a comunidade local.

Acreditamos que existam, mas desconhecemos quais os projectos feitos ou pensados para a sua reabilitação.

No entanto, dada a experiência vivenciada naquele espaço e atenta a circunstância de a Cooperativa ter, socialmente, a função de quase-mercado para a nossa economia doméstica, julgamos ser desnecessária a construção de um novo equipamento ou sequer, a manutenção daquele, nos termos em que vem a funcionar.

Não descuramos, todavia, o facto de ainda haver vendedores resistentes naquela praça.

Por isso, vamos restaurar, decorar e equipar devidamente as lojinhas lá existentes e alojar nas mesmas, condignamente, os negócios de peixe fresco, frutas e hortaliças e florista, abrindo as demais, à venda de produtos regionais de qualidade.

Todo o espaço restante, ficará afecto e será adaptado às Artes e Ofícios, onde se desenvolverão exposições, escolas e ateliers diversificados que irão enriquecer culturalmente o concelho e dar vida àquela estrutura esquecida.

29/09/2009 at 00:40

O Moinho de Água

moinho_agua3Há anos atrás a Câmara Municipal, restaurou e pôs a funcionar um velho moinho do Largo da Feira. Elogiamos a medida.

Pena é que neste meio tempo, não tenha cuidado de garantir a aprendizagem por alguém, das artes do mestre moleiro, condenando-se, assim, a médio prazo, o proveito do investimento feito e a continuidade do mover das velas daquele moinho.

moinho_aguaEm contrapartida, não entendemos, a razão pela qual, a mesma Autarquia recusou a compra da única azenha a funcionar no nosso concelho, quando lhe foi proposta a sua venda.

Por esse motivo, o moinho de água que existe perto da Estação de Ourique, foi vendido a estranhos, entrou no mercado imobiliário e um dia destes, a sua função é desvirtuada, vai ser morada de alguém ou entra em ruínas, perdendo-se um património raro entre nós.

moinho_agua2Longe das vistas, longe do coração. Lá onde está não decora a vila, não faz figura, só dá trabalhos, por isso, foi descartada a hipótese da compra, o seu subsequente restauro e, não foi também garantido, o seu continuado funcionamento através de um oficial com gosto pela arte que fizesse escola com o mestre moleiro.

Mas esta situação é para nós intolerável, em termos do empobrecimento cultural do concelho.

Por isso, cuidaremos de fazer amanhã o que já devia ter sido feito ontem.

28/09/2009 at 00:35

Casa Faleiro

casa_faleiro5O legado de Jacinto Faleiro inclui, para além de um considerável património imobiliário, um muito interessante acervo de mobiliário, louças, objectos de cobre e latão.

casa_faleiroAlém disso, detém ainda, uma grande quantidade de têxteis, como linhos, roupas de cama, colchas e trajes antigos.

No sentido de valorizarmos o património local, independentemente, da sua titularidade, estamos muito casa_faleiro4motivados para que em parceria com o Lar Jacinto Faleiro, possamos contribuir para dar outra dignidade à Casa Faleiro, uma bela residência Fim de Século Art-Deco e fazer da mesma, um espaço de memória e de reflexão sobre o nosso passado recente.casa_faleiro1

Através da reconstituição de ambientes na mesma casa vividos, poderemos todos beneficiar do valor cultural das peças, mobiliário e roupas existentes, abrindo ao público um núcleo museográfico e, ao mesmo

tcasa_faleiro2empo, criando nas salas do piso superior um espaço destinado a exposições temáticas.

Assim e mais uma vez, estamos a projectar, no sentido do aproveitamento cultural e turístico, uma potencialidade aqui casa_faleiro3existente mas que tem sido negligenciada, perdendo-se, por conseguinte, tudo quanto dela pode advir em favor do nosso desenvolvimento.

É função da Autarquia dar às Entidades privadas o necessário apoio, para que elas possam contribuir com o seu saber, empenho e património para o florescimento de uma cultura mais activa, atraente e participada que possa engrandecer a nossa oferta turística que é, em nosso entender, um factor de crescimento do bem estar das nossas populações.

Nesse sentido, vamos trabalhar.

27/09/2009 at 00:19

Centro de Artes e Ofícios

cao1Para coordenar, apoiar e dinamizar a actividade artística, a produção artesanal e a manutenção dos poucos ofícios tradicionais ainda existentes no concelho, vamos criar uma estrutura funcional, ligeira e actuante, dependente do pelouro da cultura.

cao3Numa primeira fase, será feito um levantamento exaustivo dos artistas, artesãos e mestres existentes no concelho, das respectivas potencialidades e das carências que enfrentam, de modo a que numa fase seguinte, possamos dar respostas concretas às suas expectativas, à divulgação e ao incremento da actividade que desenvolvem.

O actual Mercado Municipal e a antiga Fábrica Prazeres, depois de requalificados e adaptados, vão ser os dois espaços físicos, onde se vai desenvolver a formação em diversas artes e o convívio dos agentes ligados a actividades culturais.

cao4De utilização quase nula actualmente, estes equipamentos, passarão a desempenhar um papel de relevo na actividade formativa e performativa em artes.

Paralelamente, iremos fazer o acompanhamento dos mestres e oficinas que ainda temos, nos próprios locais onde laboram, no sentido de darmos um contributo à sua valorização e integração em rede, voltada para a promoção das suas actividades e do próprio ambiente em que as mesmas se processam.

cao5Deste trabalho, vamos, igualmente, retirar dividendos em termos de oferta turística porque passamos a dispor de novos locais de interesse a visitar.

Pintores, ceramistas, escultores, artesãos, sapateiros, ferreiros, latoeiros, tecedeiras, caldeireiros, moleiros, ferradores ou mestres de qualquer outro mister, vão merecer a nossa atenção e com eles iremos estabelecer um diálogo de proximidade, cao2para estabelecermos, formas de dinamização e de ensino das respectivas artes.

Por outro lado, o Centro vai ser responsável pela criação em Castro, de uma residência para artistas que com regularidade, e por períodos de tempo a estabelecer, aqui partilharão connosco, as suas diferentes artes e sensibilidades, enriquecendo o nosso meio e projectando-o para o mundo exterior.

26/09/2009 at 00:27

Serviço Info-SMS

servico_sms

No âmbito da política de proximidade que pretendemos estabelecer com os munícipes, a comunicação é fundamental.

Por essa razão, vamos estabelecer diversos meios de diálogo e de circulação de informação sobre assuntos relevantes para a vida das populações.

Dentre os modos como havemos de veicular avisos, anúncios e convites, destacamos o Serviço Info-SMS.

Aqueles que por qualquer meio se inscreverem neste serviço, passam a receber, através de SMS, informações gerais e específicas sobre questões atinentes à vida comunitária. Um corte de abastecimento de água, uma falha no fornecimento de energia,a  agenda cultural, horário e local de reuniões públicas da Câmara e muitas outras situações de interesse municipal, vão ser atempadamente divulgadas para que a cidadania se possa desenvolver eficazmente.

25/09/2009 at 00:47

Hortas Biológicas

hortasbioA ruralidade que nos vem das entranhas, tem sido afastada do nosso quotidiano através de tiques, posturas e modas que pretendem sugerir origens e decalques num urbanismo que é artificial.

Como se a ruralidade significasse obrigatoriamente pobreza, atraso ou revivalismo, enveredamos, automaticamente, pelo caminho oposto.

Vivemos no campo e temos hábitos suburbanos. No entanto, as novas tendências culturais, às quais os nossos jovens certamente também acabarão por aderir, mais tarde ou mais cedo, apontam para a ecologia, para o ambiente, para o renascimento rural, como forma de reencontro dos indivíduos consigo mesmos, como um trilho para se restabelecer o equilíbrio essencial com a natureza.

hortasbio2Nesse sentido, queremos cultivar no nosso concelho, um espírito ecológico com manifestações claras num relacionamento de tipo novo com o meio que nos envolve.

hortasbio3Já em tempo anunciámos a nossa intenção de adesão ao Movimento Cittaslow, nascido em Itália em 1999.

Vimos agora, anunciar o nosso propósito de, nas proximidades da vila, onde os quintais de semear praticamente acabaram, disponibilizarmos hortas para agricultura biológica.

hortasbio4O terreno será devidamente infra-estruturado , dividido em pequenos talhões, com possibilidade de rega e  dotados de  arrecadações para ferramentas que serão cedidos a quem manifestar vontade, sob compromisso de neles serem utilizados, exclusivamente, produtos naturais.

Outra condição para a cedência, é os interessados, independentemente da idade, acederem a frequentar um curso de introdução à agricultura biológica.

hortasbio5Este projecto, será, certamente, uma forma de introduzir alguns jovens no bom relacionamento com a terra, um modo salutar de lazer, um meio de entretenimento para quem tem muito tempo livre, um complemento da economia familiar e uma base interessante para se relançar um estilo de vida mais harmonioso.

24/09/2009 at 00:35

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