Archive for Agosto, 2009

A Feira de Castro

castanhasNo terceiro domingo de Outubro e desde 1636, a Feira de Castro vem acontecendo como a maior de todo o sul.

Em 1680, contava já com 8.000 visitantes.

Não havia feira como a de Castro, dizia-se.

toucinhoNos últimos anos, porém, a mudança dos hábitos e das necessidades, fizeram dela uma sombra daquilo que já fora, em termos de negócio realizado e no que respeita à emoção provocada nos feirantes.

A vila divorciou-se da feira, voltou-lhe as costas. Os residentes perderam o orgulho que nela tinham e passaram a encará-la, mais como um estorvo, do que como um benefício.

figosAno após ano, tem-se repetido o mesmo figurino, não se tem inovado em termos da sua complementaridade, nada se tem acrescentado à feira para colmatar o seu esvaziamento inevitável, resultante do actual desinteresse mercantil nos produtos à venda.

chicharoRecentemente, o Executivo investiu, e bem a nosso ver, na requalificação do terreiro, embora o mesmo careça ainda de ser devidamente arborizado e adaptado a outro tipo de utilizações, assim como, os espaços envolventes patenteiam um ajardinamento inacabado.

Ficámos com melhor piso, mas só isso. No lugar do edifício construído no topo, não se sabe para que efeito, deveria ter surgido, um pavilhão multiusos, capaz de albergar exposições e eventos passíveis de tornar a Feira mais aliciante.

É, pois, essencial que tal pavilhão seja agora construído, para utilização quotidiana, em prol das populações e da revitalização do nosso tecido empresarial e para nele se criar, por ocasião da feira, um outro tipo de oferta que seja apelativo para novos visitantes.

No interior da vila e onde a feira nasceu, temos de animar esse espaço, trazendo um novo pulsar aos dia de feira, envolvendo os moradores num processo de construção de um programa aliciante que volte a projectar a vila e a feira de Castro no todo nacional, como uma referencia a ter em conta.

azeitonasParalelamente, o nosso Gabinete de Turismo vai dar toda a atenção à Feira, desenvolvendo junto de várias entidades, um trabalho de marketing sistemático, de modo a conseguirmos a projecção que ela merece e precisa.

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31/08/2009 at 00:01

Uma Equipa Para Trabalhar “Por Castro”

equipa_camara

30/08/2009 at 00:12

Rotunda da Feira

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As rotundas são construções nas vias publicas, de forma geralmente circular, que visam regular e facilitar a circulação automóvel, mas, muitas vezes, são aproveitadas para nelas se desenvolverem trabalhos de jardinagem ou colocarem peças decorativas que em muito têm vindo a beneficiar os espaços urbanos.

E Castro não fugiu à regra e entrou na moda há alguns anos atrás.

A imagem da vila e de algumas freguesias ficou beneficiada e o trânsito só teve a ganhar.

Em posts anteriores, referimos o caso das Rotundas das Ovelhas e da Riqueza do Subsolo, onde, à parte da perspectiva meramente estética que não contestamos, lamentámos que não se tivesse ido mais longe, abarcando também, a essência, para além da aparência.

Agora, voltamos o nosso olhar para a Rotunda da Feira.

rotunda_feira2Sendo a Feira de Castro, a madre desta terra, e a fonte da nossa fama no país, achamos que dedicar-lhe uma obra escultórica, foi um gesto merecido e que apreciamos.

No entanto, quem fora dos dias de arraial, passa e vê, uns quantos porcos sozinhos num montado sugerido, também aqui, sem a presença de maioral ou de vivalma, nem imagina sequer, que ali perto, se arma a maior feira do sul.

Nós, teríamos feito diferente.

rotunda_feira3Dando toda a liberdade criativa ao artista/escultor, pedíamos-lhe a representação da corredora, da gente cigana e outra, dos marchantes, das barracas, do negócio, mas também, que ali ficassem ilustradas as intermináveis noite do despique.

Achamos que assim, fazia mais sentido.

29/08/2009 at 00:05

Rostos da Candidatura “Por Castro” à Assembleia Municipal

candidatos-assembleia

28/08/2009 at 00:05

Centro de Estudos Lychonológicos

Estudos_Lychonologicos3Na sequência de uma acção de sensibilização para a arqueologia que a Cortiçol levou a efeito no ano de 1994, junto dos alunos da Escola Secundária de Castro Verde, e por razões de mero acaso, foi descoberta em Santa Bárbara de Padrões, a maior colecção de candeias de azeite de todo o império romano.

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Para albergar todo este espólio e dar-lhe a devida dimensão museológica, a Câmara Municipal, decidiu construir, em Castro Verde, o Museu da Lucerna.

Como actividade paralela e simultaneamente complementar deste Museu, vamos criar o Centro de Estudos Lychonológicos, ideia já em tempos suscitada por aquela Cooperativa, no sentido do aprofundamento e estudo da temática das lucernas.

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Aberto a estudiosos nacionais e estrangeiros, este Centro vai ser uma referência ao nível científico, para aqueles que a partir de diferentes Universidades, aqui hão-de confluir tendo em vista desenvolverem trabalhos académicos específicos.

Com a devida e necessária divulgação junto dos meios académicos, o Centro passará a contar com a presença de muitos investigadores, aproveitando uma completa colecção bibliográfica que vamos constituir e o elevado número de lucernas de que dispomos para observação dos interessados.

27/08/2009 at 12:42

Democracia Local

editalDo ponto de vista estritamente político, a nossa primeira missão é o aprofundamento da democracia local.

Entendemos que para se concretizar o almejado desenvolvimento económico e social, o ponto de partida, deve ser, o estabelecimento de uma ampla participação das populações na génese das soluções para as questões mais prementes que a todos afectam e subsequentemente, aproveitar essas mesmas sinergias para projectar novos modelos de bem estar social, assentes na inovação e em bases de trabalho criativas.

Para tal, vimos a defender que o Poder se deve abrir à sociedade dita civil, com ela partilhando as decisões fundamentadas numa prévia e sistemática auscultação das vontades.

O Orçamento participativo de que ora tanto se fala, parece-nos uma medida curta para atingir um envolvimento efectivo das comunidades, na gestão autárquica. Tal operação de quase cosmética democrática, porque não tem subjacente um trabalho sistematizado e continuado com os agentes locais, a mais não se reduz do que  à mera obtenção do assentimento de uns quantos, para aquilo que em gabinete, menos ainda, previamente decidiram.

Preconizamos, por isso, uma gestão partilhada.

Para tal, vamos construir no nosso concelho, em colaboração com todas as forças vivas locais, um modelo de gestão que permita a intervenção dos cidadãos no elencar das prioridades e no delinear do modo como vão ser concretizadas.

Todas as forças vivas do concelho, desde as associações, às escolas, aos industriais, comerciantes e agricultores, passarão a sentir que têm um palavra a dizer sempre que se trate de traçar as linhas mais profundas do nosso devir colectivo.

Para tal, vamos criar mecanismos de aproximação, como o Conselho Consultivo Municipal que queremos instalar e passaremos, igualmente, a ter, regularmente e com periodicidade mensal, uma reunião do Executivo Camarário, numa freguesia.

Por outro lado, tudo faremos, para ir conquistando a participação de mais e mais munícipes nessas mesmas reuniões.

Ao invés do cenário actual, onde a afluência dos cidadãos às reuniões da Câmara varia entre o ninguém e o dois ou três, aspiramos vir a ter, futuramente, muitos cidadãos interessados em opinar e sugerir, relativamente aos assuntos concelhios.

Por isso, quando o tempo previsto no Regimento for escasso para o publico debitar as suas razões, tal período, será alargado.

Com a maior humildade democrática saberemos ouvir, tanto quem tiver pensamento concordante como discordante do nosso, tanto quem nos aplaudir como quem legitimamente nos disser que do seu ponto de vista, estamos errados nas nossas opções.

Por isso nos intriga, por isso nos pasma e nem percebemos a que pretexto, na ponta final do seu mandato, o actual Executivo, faz saber, por Edital agora publicado, que doravante, a intervenção de cada pessoa, no espaço aberto às intervenções do publico, passa a ser de cinco minutos.

Sendo tão escassa a actual presença de público, não colhe o argumento de que é preciso reduzir ao mínimo o tempo de intervenção de cada munícipe, para “operacionalizar o desenrolar das reuniões”. Aliás, se tal se justificasse, poder-se-ia, ainda, distribuir o tempo estipulado pelos inscritos para intervirem, não se coarctando, à partida, o direito de expressão de alguém a uns escassos minutos, mesmo que seja o único interveniente.

No entanto, assim é mais fácil, acaba-se mais depressa com algum eventual constrangimento e formalmente, continua na mesma a haver “espaço destinado à intervenção do público” nas reuniões camarárias, como é da praxe.

25/08/2009 at 23:59

Limpeza e Pedagogia

1Conforme aludimos em post anterior, a Barragem da Horta da Nora foi construída no início dos anos 80 pela Câmara Municipal de Castro Verde como infra-estrutura componente do sistema de abastecimento de água à vila.

1AHoje, no local temos um lago de água podre, que exala um cheiro nauseabundo a quem experimenta aproximar-se.

2Em volta, os pastos, as silvas e os arbustos crescem sem controlo e denunciam o abandono.

3Os equipamentos inerentes à utilização da água enferrujaram.

4Sobre o muro de suporte, espalha-se um mar de lixo, apesar do cartaz camarário alertar para a conveniência de se usar o contentor.

5Mas do dito contentor só já existe o rasto. Uma cercadura metálica fixada ao chão denuncia o lugar onde um recipiente próprio já deve ter existido há muitas luas.

Aqui e em todo o lugar, particularmente em espaços frequentados pelo publico em geral, vamos ter um trabalho regular de limpeza.

6Ao mesmo tempo, vão ser criadas condições adequadas à manutenção desses mesmos espaços limpos e será feita uma pedagogia continuada para que cada indivíduo sinta a necessidade de ter comportamentos amigos do Ambiente.

25/08/2009 at 00:46

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