“Por Castro” 8

10/07/2009 at 12:17

aivados2 Aivados ao fim do dia, tempo de fresco na rua e de rega nas hortas.

aivados

Terra diferente esta que uma Comissão governou durante séculos, numa democracia sua, num exemplo de gestão comunitária com regras, preceitos e costumes perfilhados por todo um povo.

Donos da propriedade que é de todos e que Maria Lemos lhes legou, são exemplo raro de concórdia e de entrega para a construção do seu projecto comum.

Lembrámos o Painhas dos sete ofícios e o poeta António Guerreiro de Matos que um dia versou assim:

Aivados a nossa terra
Mete pena camaradas
Aonde quer que me volto
Só vejo casas fechadas

aivados3Mas, talvez agora, ainda mais sejam as casas sem moradores.

aivados1De fora, vieram para cá alguns estrangeiros em busca do sossego que aqui abunda. Mais gente devia procurar este lugar tão agradável para morar, tornando a terra mais viva e mais capaz de gerar dinâmicas locais. Mostraram-nos casas em ruínas degradando as outras que com elas confinam.

aivados5Num largo, sobre um banco, encontrámos a esperança que voltou no rosto de quatro crianças, filhas deste tempo, frutos de quem já se apercebeu que as aldeias e montes, são lugares excelentes para se viver.

aivados4A sabedoria dos mais velhos cumulativamente com a existência da propriedade colectiva e a sua exploração, devem ser aproveitadas pelos mais novos, numa perspectiva socioeconómica e cultural, de forma a criarem em Aivados um centro de interesse capaz de galvanizar um novo rumo para o futuro da terra.

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“Por Castro” 7 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


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