Archive for Abril, 2009

A dignificação dos monumentos

igreja-com-carrosOs monumentos são património de uma comunidade, edificações militares, religiosas ou civis que pela sua dimensão, riqueza arquitectónica ou importância histórica, marcam o passado no nosso presente.

matriz-sem-carrosComo tal, para além da protecção de índole legal que lhes é conferida pelo Estado, que regra geral pouco mais faz pela sua sorte do que levantar entraves às novas construções em seu redor, deve haver um cuidado muito especial, diríamos uma preocupação, por parte do Poder de proximidade, com a salvaguarda física desses bens colectivos, bem assim como, com a sua dignificação, cuidando criteriosamente dos espaços envolventes e respectivos acessos .

Para além dos valores de índole moral, ética ou afectiva que possam estar em causa, na perspectivação da protecção global dos monumentos, os mesmos, constituem hoje, valores de inegável importância em termos de promoção turística e , consequentemente, com elevado peso, real ou potencial, do ponto de vista económico.

Entre nós, o grande motivo actual de atracção de turistas, é a Basílica Real.

Para vossa reflexão, deixamos neste post duas fotos desse monumento à Batalha de Ourique.

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29/04/2009 at 14:36

“Por Castro” com a Sociedade Recreativa e Desportiva Entradense

sociedade-entradense1Com mais de setenta anos de actividade, a Sociedade Recreativa e Desportiva Entradense, tem vindo a cumprir o seu papel de dinamizadora do desporto e da cultura na vila de Entradas. Pela sua Direcção, a Lista “Por Castro” foi recebida e com ela tivemos oportunidade de fazer uma visita às instalações que a Sociedade ocupa e onde acontece, diariamente, o encontro e o convívio entre muitos Entradenses.

sociedade-entradenseOuvimos e tomámos nota dos projectos da sua actual Direcção que, de entre todos, foi apontado como mais urgente, a requalificação da sede de modo a poderem continuar a facultar, com mais dignidade, um espaço de interacção e lazer aos seus associados.

27/04/2009 at 11:50

Por Castro em Formação no Banco de Tempo

 

formacao-banco-de-tempo-1O voluntariado social é uma das expressões mais dignas da generosidade humana.

 Para dar forma e conteúdo às múltiplas manifestações de disponibilidade dos Castrenses  com vista a prestarem o seu contributo no campo da solidariedade social, a Candidatura “Por Castro”, aderiu ao projecto Banco de Tempo, conforme referimos e desenvolvemos a ideia, em post de 5 de Março.

formacao-banco-de-tempoCom esse desiderato, dois elementos da Lista “Por Castro” receberam formação e inteiraram-se da dimensão e potencialidades deste projecto, num curso ministrado pela Associação Graal esta semana em Lisboa.

23/04/2009 at 00:00

Por Castro com a Casa do Benfica

 

casa-do-benfica-1É nosso entendimento que a dinâmica associativa de um concelho deve ser incentivada e apoiada pelos respectivos órgãos autárquicos, na medida em que, como sabemos, dela depende, em muito, a coesão social e a ocupação salutar dos tempos livres dos seus munícipes. Nesse sentido, consideramos as Associações do nosso concelho parceiros imprescindíveis, no diálogo e na construção do futuro de Castro e, como tal, com elas queremos contar.

 

casa-benfica

Para melhor conhecermos a história e a vida presente das nossas Associações, desde o inicio do nosso projecto de trabalho, encetámos uma ronda de contactos com estas “forças vivas” da nossa sociedade e foi o que fizemos também com a Casa do Benfica, visitando-a nas suas novas instalações.

22/04/2009 at 00:00

Ribeiras – Despoluir e Desassorear

despoluir_ribeira2

As ribeiras são os caminhos das águas e velhos percursos de passagem de rebanhos, veredas entre margens, com ricos habitats de fauna e flora.

De sítios de aguas correntes, onde os gados bebiam, as lavadeiras acilhavam pedras e os moços se banhavam de verão na mornidão dos pegos, transformaram-se em lugares de vida estranha onde só os lagostins e os cágados sobrevivem, de lamas putrefactas e odores nauseabundos, motivados pelo babar impróprio e continuado dos esgotos urbanos que sem tratamento adequado, vão poluindo até ao mar.

despoluir_ribeira1Porque propomos um modelo de eco-desenvol-vimento para o nosso concelho, o actual quadro a que deixámos chegar as nossas ribeiras, é insustentável.

Não descansaremos enquanto não pararmos o derrame dos esgotos nas vias de água, sem o tratamento apropriado, enquanto não tivermos as margens limpas de toda espécie de detritos “civilizacionais” e não empreendermos o desassoreamento sistemático dos leitos.

Para o efeito, contaremos com o aconselhamento da tutela, o empenho dos ambientalistas e uma parceria proveitosa com os proprietários envolvidos e assim, restituiremos vida e qualidade ambiental às ribeiras do nosso concelho, como é, aliás, dever nosso.

21/04/2009 at 00:02

“Por Castro” com os Dadores de Sangue

dadores-de-sangueConstituída no já distante ano de 1991, esta IPSS, de reconhecida utilidade publica, recebeu a nossa Lista e falou-nos do seu trabalho, das suas valências, da grande vontade de “acudir” a quem de sangue precisa ou está carente de meios, para enfrentar de forma mais eficaz, qualquer doença ou incapacidade com que se defronta.

Ficámos a conhecer melhor esta Associação, com uma dimensão de vários milhares de sócios, com trabalho relevante no nosso concelho e em concelhos limítrofes, a qual, só no ano de 2008, recolheu 566 unidades de sangue.

18/04/2009 at 00:56

Regresso à agricultura?…

cerejasNuma época de crise e desemprego há quem defenda que a agricultura familiar pode reemergir como actividade complementar capaz de minimizar as dificuldades e a pobreza. Fará isto sentido? Quanto mim faz, e muito.

Não evidentemente para se apelar a qualquer regresso à sociedade rural (embora sepossa reagir “e porque não?!”…) do passado, nem porque se creia que isso possa ser a solução dos males que nos afligem. Mas acredito que o contexto actual justifique uma reanimação da pequena agricultura. Seja como complemento económico, seja até como terapia para escapar – pelo menos por alguns dias da semana – a esta massacrante pressão dos media e dos “eventos” quotidianos que nos cercam, e nos alienam, sem que para eles se vislumbre qualquer hipótese de solução à vista.

agricultura41

E nalguns países desenvolvidos existem programas de actividades lúdicas relacionadas com a agricultura. Ou seja, as pessoas, mesmo as que têm bons empregos na cidade, pagam bom preço só para se poderem entreter nos tempos livres, trabalhando em jardins, plantando legumes, cavando, etc., ainda que isso se faça por puro prazer e não para recolher o fruto desse trabalho.

Em Portugal, país de camponeses até há pouco, a agricultura tradicional foi destruída, e a moderna praticamente nunca existiu – foi subtraída à rentabilidade e aos preços mais baixos dos produtos espanhóis. Porém, continuamos rurais. Só que passámos a comer tomates e maçãs calibrados, bonitos e sem sabor.

horta-ouremSomos “semi-camponeses” amontoados nas cidades, vivendo à beira mar, mas sem saber nadar e sem, tão-pouco, poderem dedicar-se à pesca (também ela destruída).

Há dias atrás, uma amiga – uma jovem recém regressada a Portugal e que está a realizar um doutoramento – dizia-me que tem tentado saber informações sobre como criar um negócio no sector agrícola, mas que se tem debatido com imensas dificuldades. Não há incentivos, nem sequer há informação disponível…

Este pequeno barco a virar para o lado do Atlântico, que é o nosso país, parece preferir ser tombado e morrer de fome na praia, do que virar-se para aquilo que melhores garantias oferece para assegurar a subsistência familiar – trabalhar a terra!

Vejam o exemplo daquela família de que há uns dias passou uma excelente reportagem na RTP2. Fartaram-se de Lisboa e há 20 anos voltaram à serra. Com a horta, as galinhas, os coelhos, a criação dos porcos, etc., não páram. E aquela lição fantástica nas palavras da filha menor, quando respondeu à pergunta da repórter sobre a crise: “crise? Nós cá não temos crise, porque quando ela aparece o meu pai muda logo de canal” !…

(Com a devida vénia, e porque subscrevemos o seu teor, reproduzimos aqui este texto de Elísio Estanque, natural de Aljustrel, Professor Doutor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e que nos dá a honra de constar na Lista de Apoiantes da nossa Candidatura)

16/04/2009 at 00:00

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