Fim

A quantos por aqui passaram durante meses, em leituras assíduas ou esporádicas, agradecemos a companhia e o estímulo que eram as visitas registadas.
Todavia, este Blog perdeu a sua razão de ser, esgotou-se no acto eleitoral.
Àqueles que se identificavam com o nosso modo de fazer política, com a nossa postura “Por Castro”, com o leque das nossas ideias e projectos para o nosso concelho, deixamos o convite para  integrarem  e divulgarem o novo espaço que abrimos :
http://forumporcastro.wordpress.com

24/11/2009 at 10:15

Balanço Final

Abertas as urnas, contados os votos, os números falam por si.

A CDU contou 2334 votos e a Candidatura “Por Castro”, somou 1622.

O nosso adversário mais directo que vinha a exercer o poder neste concelho há trinta e três anos, renovou a confiança dos eleitores e vai governar em Castro, durante mais quatro anos, com um Executivo maioritário (três /dois), com uma maioria absoluta na Assembleia Municipal e com todas as Juntas de Freguesia em sintonia política.

Pelos resultados obtidos, com toda a humildade democrática, felicitámos oportunamente os vencedores e desejámos-lhes as maiores venturas.

È agora tempo, de deixar aqui neste espaço, um forte abraço de gratidão a quantos, em condições difíceis, acreditaram no projecto “ Por Castro”, envolveram-se nele, por ele lutaram, por ele votaram, com vista à criação de uma oportunidade de Mudança Positiva no nosso concelho.

Mas, porque as razões que nos motivaram a todos, mantêm a actualidade e porque os ideais que nos nortearam são intemporais, o nosso insucesso eleitoral, não nos vai fazer baixar os braços nem tolher a vontade. Pelo contrário, é o indicador de que temos de trabalhar mais e melhor, precisamos de envolver mais pessoas ainda, na estruturação de uma nova alternativa que seja apelativa para a maioria da população.

E assim o faremos.

Nos Órgãos Autárquicos para os quais fomos eleitos, vamos desenvolver um trabalho pautado pelo empenho e pela qualidade, exercendo uma oposição séria, activa e construtiva.

Publicamente, vamos criar um movimento cívico de opinião, com o propósito de congregar vontades em torno de um modelo de sociedade economicamente mais desenvolvida, socialmente mais justa, culturalmente mais rica e politicamente mais participativa.

A coesão, a entrega, as ideias, a capacidade de realizar e uma grande paixão “ Por Castro” vão ser os azimutes para a nossa caminhada, já empreendida, no sentido da desejada Mudança Positiva para o nosso concelho.

16/10/2009 at 20:26

Mensagem de encerramento da Campanha

fim_campanhaMeus Amigos

Chegou depressa ao fim a Campanha eleitoral e já, no domingo, vamos todos decidir quem vai ficar, nos próximos quatro anos a governar o nosso concelho.

Votar na lista da CDU é insistir na continuidade de uma política esgotada, no mesmo grupo de pessoas, no mesmo estilo de trabalho, na repetição das mesmas ideias, na ausência de inovação, no aprofundamento dos tiques de autoritarismo que 33 anos consecutivos de poder provocaram.

fim_campanha2

Votar na lista do PSD/CDS, é deitar fora uma oportunidade de Mudança para o nosso concelho. É votar indirectamente na CDU

, negando à nossa terra a possibilidade de uma abertura, a um novo modelo de governação, com mais dinamismo e ao mesmo tempo, com maior proximidade das pessoas.

Por isso, do nosso ponto de vista, a população do concelho de Castro Verde, deve, no próximo acto eleitoral, colocar de parte as suas simpatias, ou antipatias politico-partidárias e escolher, os projectos e as pessoas que se apresentam a votos, para defenderem os interesses dos munícipes e o melhor para a nossa terra.

Nesta Campanha, soubemos resistir à tentação de dar resposta, às fim_campanha4provocações, às chalaças e à inquietação incontida dos nossos adversários, em nome da elevação politica e da dignidade que a vida em democracia nos exige.

E no dia seguinte ao acto eleitoral, se formos vencedores como julgamos merecer, trataremos todos, os nossos apoiantes e os nossos adversários, em pé de igualdade, sem benefícios para uns e retaliação para outros, na medida em que o nosso projecto é “Por Castro” e a nossa missão, é trabalhar, para e com a totalidade da sua população.

Apresentámos ao eleitorado um vasto programa de acção, o qual iremos pôr em prática, afincadamente, contando com uma equipa em que confiamos e com o conjunto dos trabalhadores do Município que também vão dar o seu melhor pelo futuro da nossa terra.

fim_campanha5Pretendemos partilhar a vida politica local com os Castrenses, através da sua intervenção pessoal, das Associações e do tecido empresarial, porque consideramos ser essa a melhor forma de se tomarem decisões acertadas e de se desenvolverem projectos interessantes para o concelho.

Temos para Castro, uma perspectiva de desenvolvimento económico e social que garante o nosso presente e salvaguarda o nosso futuro, pois a nossa realidade actual está assente, como todos sabem, num único empreendimento industrial.

A aparente abastança em que temos vivido, permitiu criar a ilusão que esta conjuntura era eterna e que a Somincor nunca mais acabava.

Mas temos de ser realistas e embora já com muito atraso, importa encontrar alternativas, envolvendo nesse processo o Poder Central, de modo a que um dia, mais ou menos distante, não se abata sobre o nosso concelho o drama de uma depressão económica e social, porque em devido tempo, não foi acautelada essa situação mais do que previsível.

fim_campanha3É neste circunstancialismo, com estes propósitos e com todo o meu entusiasmo que me apresento a todo o eleitorado, pedindo que votem “Por Castro” , que votem na Mudança no nosso concelho, porque foi esse o pressuposto que me levou a apresentar a minha candidatura.

Nenhum outro concelho, nenhuma outra população, seriam para mim motivadoras de uma entrega política igual.

Só Castro, só as pessoas que cá nasceram ou vivem, podiam ter despertado em mim a disponibilidade para ser seu Presidente da Câmara, caso seja essa a sua vontade.

09/10/2009 at 22:50

90 Dias 90 acções

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09/10/2009 at 21:45

Uma viragem nos municípios alentejanos

Elisio-EstanqueElísio Estanque, Sociólogo

http://boasociedade.blogspot.com

Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

A influência do Partido Comunista no Alentejo tem raízes e justificações antigas. A região foi das que mais sofreram com a ditadura salazarista e daquelas onde as desigualdades foram mais flagrantes, antes do mais, devido à presença do latifúndio, que explorou e humilhou uma população miserável e sem acesso à propriedade da terra. O PCP foi, desde os anos 30 do século passado, um autêntico bastião que resistiu e conseguiu repor parte da dignidade da classe trabalhadora alentejana. O sofrimento social teve uma voz, que, apesar da apertada repressão, apontou o caminho e foi o exemplo de um povo capaz de se “levantar do chão” para defender a sua dignidade (o conhecido romance de José Saramago retrata magistralmente essa luta).

Porém, 35 anos depois da Reforma Agrária e de, em muitas autarquias, um período quase idêntico de gestão do PC, o que temos? Para além de alguns casos exemplares, mas excepcionais, de boa gestão, temos um conjunto de vilas e cidades extremamente envelhecidas, tranquilas e muito bonitinhas, isto é, bem preservadas do ponto de vista arquitectónico, mas cujo dinamismo económico, urbanístico, associativo e cívico deixam imenso a desejar.

Há  inúmeros casos de gestão do poder em que a realização de obras e projectos reivindicados pelas populações não se traduzem num efectivo desenvolvimento, com resultados palpáveis no progresso e bem-estar das populações, mas antes têm como principal objectivo o reforço das dependências e a perpetuação no poder local de quem desde há muito o controla. Castro Verde é um exemplo desses. Fez-se, ao longo das últimas décadas, um trabalho interessante de apoio social, de criação de infra-estruturas e no campo da iniciativa cultural, mas a sensação que se tem é que muito mais e melhor poderia ter sido conseguido se as realizações visassem uma verdadeira emancipação das comunidades, dos bairros e das associações.

A criação de serviços pode ser uma forma de criar ou ampliar a rede local de empregos, mas sem iniciativas e dinamismos empresariais mais amplos não se consegue acrescentar riqueza e promover o desenvolvimento. E por detrás dessa rede de empregos – directa ou indirectamente ligados à Câmara – vem a rede de dependências económicas e pessoais, de laços e relações de favorecimento, através dos quais o poder municipal se pode sustentar (e eternizar). Uma tal lógica contraria e limita a liberdade pessoal e política de cada um, restringindo a democracia e alimentando novas sujeições (o medo de falar contra quem domina) ao contrário da velha promessa de um poder local sempre vigiado e criticado pelo povo. Se a CDU (ou, melhor, o PCP) se consegue manter no poder durante três décadas em certos municípios é sobretudo devido a esse tipo de esquema. Ora, é exactamente por isso que se diz que a essência da democracia está na alternância e na rotatividade do poder.

Na actual campanha autárquica surgiu em Castro Verde uma candidatura, a de José Francisco Colaço, que rompe abertamente com essa situação. Luta por uma democracia de alta intensidade construída a partir de baixo. Tenta abrir um novo espaço plural de envolvimento dos cidadãos e das associações, apoiado no aprofundamento da cidadania e na projecção da vila para fora, procurando sair do circulo vicioso que está a amarrá-la e a impedi-la de progredir. Aposta na atracção de investimentos para criar emprego e fixar as populações, sobretudo os seus segmentos mais jovens e qualificadas, para seguir em frente. Para além do mais, este projecto (apesar de apoiado pelo PS) não está submetido a uma lógica partidária, tendo antes sido desenhado, desde início, de fora para dentro, e conta com muitos independentes e pessoas com trajectórias políticas variadas.

A viragem que ele procura protagonizar em Castro Verde é, no fundo, idêntica à viragem que precisamos de imprimir no Alentejo, ou seja, tornar esta região – pobre e envelhecida – em algo mais do que um produto exótico para turistas, ou um grande lar da terceira idade (por muito agradável que seja). Precisamos de um Alentejo vivo, empreendedor, desenvolvido e democrático para garantir o futuro dos nossos jovens e das gerações futuras.

(in Correio Alentejo)

09/10/2009 at 10:12

Por Castro

programa1_1A análise que fiz aos últimos mandatos autárquicos em termos de gestão municipal, levaram-me a encarar positivamente os incentivos que muitos Castrenses há muito me davam, no sentido de me apresentar a votos, nas próximas eleições de 11 de Outubro, com um programa alternativo àquele já muitas vezes sufragado.

Se é certo que Castro conheceu nos pós-25 de Abril alguma desenvoltura em termos de modernização, graças à inteligência e tenacidade do seu Presidente, logo depois, o projecto mineiro da Somincor, trouxe-nos, só por si, um desenvolvimento ímpar em termos regionais.

A vila crescia todos os dias em termos urbanísticos, ganhámos centenas de novos moradores com um baixo nível etário e vivências culturais e sociais enriquecedoras.

O poder de compra médio da população subiu em flecha, graças à injecção mensal no concelho de uma massa salarial muito significativa.

O vento soprava de favor, em termos do fortalecimento do nosso tecido social, no que dizia respeito à empregabilidade, no que tinha a ver com o ambiente de confiança dos agentes económicos e depois, com repercussões muito positivas para a própria Autarquia, com o encaixe financeiro de verbas consideráveis por via da derrama paga pela empresa mineira.

Porém, por razões de ordem ideológica ou por se negligenciar de futuro, não se aproveitou o momentâneo aquecimento da economia local, para desenvolver atempadamente, um processo de captação de investimentos alternativos à Somincor, construindo e dinamizando um parque industrial, onde se fixassem várias empresas e se criassem mais postos de trabalho.

Ao tempo e com condições muito mais adversas, já outras autarquias investiam no desenvolvimento dos seus concelhos, dotando-os de infra-estruturas capazes de seduzir e fixar investidores.

Mas, nós por cá, íamos vivendo um presente desafogado.

Geria-se o tempo e os meios como se o cenário fosse eterno, como se as jazidas de minério fossem inesgotáveis e a conjuntura internacional, pudesse manter os preços do cobre e do estanho sempre em alta.

Entretanto, passaram-se décadas e a desenvoltura que Castro tinha conhecido um dia, era agora uma rotina. Não se inovava, fazia-se a gestão corrente dos meios, os projectos transitavam de ano para ano, de mandato para mandato, com um mesmo Presidente, com igual inteligência mas sem a tenacidade de outrora.

E foi. E nós ficámos aqui, entre o espectro do encerramento da mina e a miragem de um mega projecto turístico. Mas sem um parque industrial. Com um tecido empresarial acanhado. Ficámos com uma rede de abastecimento de águas, primitiva, incapaz, com rupturas diárias. Das torneiras sai um líquido que ninguém é capaz de beber. Temos um sistema de saneamento inadequado, infra dimensionado, obsoleto que há anos nos apodrece as ribeiras. Os equipamentos camarários, oficinas e armazéns, são os mesmos de sempre. As redes viárias municipais podiam ser invejáveis. Perdemos oportunidades de financiamento específicas no âmbito dos quadros comunitários.

Existem vários quiosques, cafés e restaurantes propriedade da Câmara, mas a mesma, tem hoje menos casas para habitação social do que em 1954.

Estamos no topo das festas e dos concertos a nível distrital, mas os Centros Culturais existentes no concelho estão encerrados por falta de dinamização.

O movimento associativo desfaleceu, porque a máquina do poder com tudo o que gravita à sua volta, não lhe deixa espaço para que respire, é asfixiante.

Apostou-se mais na aparência do que na essência e isso resulta sempre a curto prazo.

E neste contexto, comparecemos para fazer diferente.

Pretendemos mudar a forma de governar, fazendo das pessoas, das associações e dos agentes económicos protagonistas do poder.

Queremos introduzir novos conceitos e novas práticas de gestão autárquica, mas sempre no sentido de vincar a nossa identidade. Pretendemos um reforço da ruralidade naquilo que ela tem de pureza e autenticidade, projectando os nossos valores, tirando partido das nossas potencialidades, pensando no futuro.

José Francisco Colaço Guerreiro

09/10/2009 at 00:20

Apoio a candidatura POR CASTRO

ma_domingos

A voz da minha consciência falou mais alto

“É IMPORTANTE PARA CASTRO VERDE E PARA OS CASTRENSES QUE O DR. JOSÉ FRANCISCO COLAÇO GUERREIRO VENÇA AS ELEIÇÕES “

Manuel António Emília Domingos

08/10/2009 at 21:54

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